22 de janeiro de 2012

TODO MEU AMOR AOS MEUS FILHOS

RAFAEL
Meu filho adorado, desejei tanto o seu nascimento e quando vc nasceu, não podia me conter de tanta felicidade. Por vc eu me motivei a projetar seu quarto, decorá-lo e te oferecer tudo o que não tive. Projetei minha própria infância para ser feliz junto com vc naquilo que me faltou. Éramos uma dupla imbatível, só dava nós dois na praia, na praça, nos parques e em todos os lugares que íamos juntos. Depois veio seu irmão e logo se integrou em nossas aventuras. Moramos juntos por algum tempo e fomos muito felizes. Hoje estamos separados, e lá se vai um bom tempo. Não é fácil pra mim e acredito que não seja pra vc também, mas ainda teremos tempo de consertar este estrago. Quero te ver forte, feliz, lutando por seus sonhos, aproveitando as oportunidades que plantei, íntegro e amável. Não deixe que o que nos aconteceu endureça o seu coração. Vc foi feito com muito amor e essa deve ser a sua essência. Seremos parceiros para sempre, vc sabe disso. Estarei sempre do seu lado te apoiando e te ajudando a vencer seus obstáculos. Te amo pra sempre e todos os dias da minha vida eu penso em vc. Lembra do nosso último encontro? Eu sei, foi rápido, mas nos abraçamos e sentimos nossos corações batendo um no peito do outro e isso ninguém consegue apagar. Força meu leão!



Essa música eu dedico à vc. O cantor é o Nathan Goshen. Ele lembra muito vc. Os traços físicos e o jeito cool. Te amo!.


URIEL
Meu caçulinha, grande amor da minha vida, minha alma gêmea. Quando vc nasceu eu ganhei o melhor de todos os presentes que a vida podia me dar. Vc chegou amado e esperado. Queria poder estar perto de vc, tê-lo como o meu maior companheiro, de vida, de aventuras e de trabalho. Fomos separados e isso é incompreensível para mim, mas acredito que um dia vamos nos reencontrar e eu vou poder ver que vc se tornou um homem forte, inteligente, decidido, sem perder o jeito carinhoso e amável que moldam a sua personalidade. Por vc eu acordo todos os dias mais forte e com mais vontade de viver, foi vc que me tornou uma pessoa melhor com o seu carinho e a nossa cumplicidade, lembra de quando falávamos um pro outro o nosso mantra?
_ Eu te amo.
_ Eu te amo muito mais.
_ Eu te amo muito mais ainda.
_ Eu te amo ainda muito mais.
Por vc eu dedico cada um dos dias da minha vida. Sinto muito orgulho de vc, meu filho querido. Nem que eu ficasse pro resto da minha vida aqui escrevendo eu conseguiria definir o amor que sinto por vc, meu filho. Eu te amo eternamente!!!


Essa música eu dedico à vc. Ela é doce como vc. O cara se chama Nathan Goshen e está fazendo muito sucesso em Tel Aviv. Ele lembra muito o seu irmão pelos traços físicos, mas o jeito cool e descolado é igual a vc. Ouví-lo cantar me faz lembrar sempre de vcs dois. Te amo pra sempre!

21 de janeiro de 2012

Diário de Bordo - Nicarágua 13/06/2000

KITO MELLO

A Costa Rica realmente é um sonho. A natureza se expressa de maneira grandiosa. Foram muitos quilômetros de vegetação cerrada, formando túneis naturais, vulcões e muito, muito sol, dando mais brilho a todas as paisagens. Realmente tamanho não é documento. Territorialmente o país é pequeno, mas possui tudo que uma pessoa pode imaginar. As praias, tanto do lado do Pacífico, como do Atlântico, são um show de beleza, apesar de cada uma ter sua peculiaridade.

Após nossa estadia em San José, passamos por Manuel Antônio, Jacó, Playa Hermosa e Tamarindo, que serviu de base para conhecermos outras praias. Em Tamarindo reencontramos uma amiga, Andréia, brasileira que está morando por lá. Fomos a Playa Negra juntos e passamos bons momentos surfando e conversando sobre o Brasil, Costa Rica, pessoas; etc.

Os costa-riquenhos, além de serem muito parecidos com os brasileiros, logo, buena gente, tem uma expressão que já diz tudo: PURA VIDA!!!!. E aqui realmente é a PURA VIDA!!! A rotininha era acordar cedo, esperar na praia até a maré encher, surfar, descansar e surfar. À noite preparar uma comida e dar uma volta pela cidade.
ANDRÉIA

A Costa Rica é um lugar para se passar meses e não enjoar. Só um louco enjoaria daqui. Ainda nos faltou boa parte que será vista na volta. Só de escrever já me dá saudades daqueles fins de tarde, de ver o sol se pondo, formando aquele céu azul alaranjado e ir escurecendo devagar.

A noite apresenta as mais lindas estrelas e é impossível não perder horas olhando essa beleza natural. Infelizmente tudo que é bom dura pouco. Coincidentemente a Andréia estava retornando para o Brasil e o Tchelo, por estar super envolvido em um outro projeto, aproveitou a carona. Fico imaginando suas investidas para cima da Andréia. Sei lá, de repente rola alguma coisa. Ele merece. É um lutador...kkkkk.

Vou ficar sozinho novamente. Acho que essa, será sempre a minha condição.

Partimos de Tamarindo para San José, para a terrinha maravilhosa. A presença do Tchelo nesta etapa da Expedição foi alucinante. Foram muitos dias de esporte, trabalho e diversão de uma maneira muito sadia e divertida. Tivemos um sincronismo muito legal e importante. Não é muito fácil ter um convívio de 24 horas com uma pessoa, dirigir dias inteiros, conversar por horas, dividir a mesma comida e o mesmo quarto sem acontecer algum atrito, mas o entrosamento foi muito produtivo. Valeu irmão! Que esta sua nova fase seja marcada de muito sucesso!!!!! Tudo bem, eu deixo você ficar com minha "amiga", afinal, eu quero mesmo ficar sozinho, minha cabeça não comporta novos relacionamentos, só penso nas crianças e não quero me envolver com ninguém. Se deu bem nessa né? Ganhou a megasena sozinho, ela é uma gata.

TCHELO SAPADONI

Depois que eles se foram, no mesmo dia, segui para o Norte comendo o asfalto. Em duas horas estava na fronteira da Nicarágua e dá-lhe trâmites. Foi o pior país em termos de burocracia da América Central. Cheguei em horário de almoço e passei em nada menos do que 12 guichês para finalmente estar tudo pronto e entrar neste país tão desconhecido.

Tive um pouco de medo no princípio, saberia que daqui para frente seria por minha conta. Aproveitava os momentos de tranqüilidade, que não eram muitos, por causa das coletivas e dos esportes radicais que ia praticando com as equipes previamente contactadas.

Nesse período de isolamento, escrevi algumas idéias que me vinham à cabeça e guardava tudo em uma pasta para quem sabe, um dia, virar um livro. O retorno que recebo por e-mails das pessoas que estão acompanhando a expedição pela internet, me sinalizam que escritor pode ser a minha nova profissão. Já começo a ansiar pelo dia em que possa publicar meu livro. Será um romance policial e, sem dúvida alguma, vou colocar a experiência da expedição a favor do meu protagonista.

Estou muito surpreso com a Nicarágua. Primeiro fui a San Juan del Sur, que tem excelentes praias e muita gente legal.

O GRANDE LAGO QUE MARGEIA A ESTRADA

De lá fui visitar a patrocinadora em Manágua, e por toda a estrada, que está excelente por sinal, se acompanha o maior lago da Nicarágua, um lago verde, imenso. Não tive tempo de explorar muito esse lago, mas anotei importantes pontos, porque na volta será lugar de parada obrigatória.

A parada na patrocinadora foi super produtiva. O pessoal, além de muito simpático, me esperava com dois jornalistas. Minha língua não parava de se mexer com as minhas tagarelices. Os caras tiveram que dizer chega. Fizemos umas fotos, simulamos uma partida e fim.

Fiquei em uma casa de família e descobri que os nicaragüenses são pessoas super simples e amam uma conversa. Todos são fissurados nas novelas brasileiras - atualmente estão passando três - não me deixavam em paz perguntando quem tinha explodido o maldito shopping na novela Torre de Babel. E eu, como um péssimo noveleiro, não sabia. Dizia sempre que era o Tony Ramos, e eles ficavam impressionados. Tomara que o Tony tenha trabalhado nesta novela e tomara também que não descubram que eu estava errado.

Quem sabe não viro um escritor de novelas para poder falar melhor desse assunto com eles. Aliás, futebol e novela ganham todo mundo em qualquer lugar. A mulherada queria saber na vida real quem era casado com quem e por pouco não comecei a mentir minha nacionalidade.

LAS CHICAS VICTÓRIA

À noite fui a um bar regional (botecos ou como eles chamam: La Bodeguita), onde tocam Marimba e cantam ao vivo. Os bares são visitados pelas Chicas Victorias, que são garotas que distribuem a melhor cerveja e a mais vendida e consumida nos bares nicaraguenses. Foi muito legal ver esta gente super alegre vivendo momentos de paz, depois de anos sofridos por uma guerrilha interna. Muita gente tem histórias de perdas familiares e sofrimento.

Felizmente isto são águas passadas e a reação deles foi incrível. O novo centro é super bonito e moderno, o comércio e turismo estão em crescimento e os nicaraguenses têm orgulho deste novo país.

Hoje são 4 de junho, tô meio sem noção do tempo e tenho que partir. Não me resta mais tempo nesta terra tão maravilhosa, mas prometo explorá-la como se deve no retorno da Expedição ao Brasil. Costa Rica, Nicarágua e toda a América Central, me aguardem que dentro de alguns meses já estarei de volta para me alimentar do seu maravilhoso sol e de suas bonitas paisagens. O Alasca me chama, e se perder o verão de lá, não entro mais ou não saio mais, são pelo menos 40 graus negativos. Até breve!!!!!!!!

12 de janeiro de 2012

Diário de Bordo - Panamá e Costa Rica 30/05/2000


Chegamos ao Panamá à meia noite, exaustos devido ao atraso da companhia aérea. Começamos a procurar hotel, se assim se pode chamar, com um taxista que era um personagem, o tipo mais engraçado e animado que a Expedição já cruzou.

Andamos de um lado para o outro e acabamos parando nas pensões do centro velho, um local arquitetonicamente muito interessante, mas bastante perigoso.
CENTRO DA CIDADE DO PANAMÁ

No dia seguinte fomos ao escritório da patrocinadora, no Panamá, e começamos a corrida para o desembaraço do carro. Foi papel de um lado para o outro e muitas idas e vindas ao porto. Só após três dias com a importante ajuda de Adrian (assessor do escritório da patrocinadora), conseguimos liberar o carro do porto. Maior sufoco!!!!

As pessoas no porto do Panamá trabalham com uma má vontade indescritível e ninguém quer se responsabilizar por nada. Nós íamos de uma lado para o outro, debaixo de uma temperatura de 38 graus e só depois de camelar muito foi que conseguimos a liberação.

Ufa!!!!!

Foi uma sensação linda, ter nossas pernas de novo e, após uma rápida entrevista para uma emissora de TV, partimos para conhecer um pouco mais do Panamá. O novo centro do Panamá é super bonito, moderno, altos edifícios e tudo muito bem arborizado.

Conhecemos o canal do Panamá e toda a sua história. Já morreram mais de 22 mil pessoas na sua construção, devido às pragas da época. No ano passado, o canal passou a ser do Panamá e aconteceu uma tremenda festa, mas a data ainda é um mistério para todos. Devido ao canal, é muito comum a forte presença de norte-americanos. A moeda local é o dólar. A balboa, moeda panamenha, só existe em moeda (coin) e não em papel. O preço de tudo comparado aos outros países que passamos é bastante superior, tudo caríssimo. Lembro bem do “cônsul” panamenho em seu escritório na Figueiredo Magalhães - Copacabana (RJ). Dizia ele que não teríamos o menor problema aqui e que tudo fluiria bem. Kkkkkkkkkkk!
CANAL DO PANAMÁ

Nós achamos a cidade um pouco americanizada demais. Até o esporte preferido dos panamenhos é o beisebol, mas desfrutamos muito todos os lugares por onde passamos.

Tivemos o prazer de conhecer El Palmar, uma bonita praia com um verde abundante e um mar de águas transparentes. O clima panamenho é muito acolhedor, o inverno deles é o nosso verão. Na praia conhecemos muita gente e passamos um fim de semana super agradável, aprendendo um pouco mais sobre suas culturas. Mas já era hora de seguirmos direto à Costa Rica, devido a um atraso de cronograma. O interessante é que daqui a alguns meses, no regresso ao Brasil, a Expedição estará de novo por estas terras e espero passar por toda a América Central com mais calma.

Seguimos estrada até um povoado que se chama David e serve apenas para dormir. No outro dia cruzamos, pela manhã, bem cedinho, a fronteira Panamá-Costa Rica. Para nossa surpresa foi tudo muito tranqüilo se comparado às outras fronteiras que passamos. A organização e os trâmites do lado costa-riquenho foram rápidos e em meia hora já estávamos neste território maravilhoso. E o amanhecer? Putz, nunca vi nada igual.
O AMANHECER NA COSTA RICA

Foi o máximo pisar na Costa Rica. É um país que tínhamos muito interesse em conhecer. Do pouco que vimos, a natureza impera, as estradas, ao contrário do que nos diziam, estão ótimas e as pessoas são uns amores.

Nos instalamos em um lugar onde a proprietária trabalhou no consulado brasileiro, conhece muito da nossa cultura e nos preparou excelentes caipirinhas. Como eu não bebo toda hora, ou quase nunca, o Tchelo ficava ainda mais alegre. Fomos convidados para participarmos de uma escolha da garota verão 2000, e nem preciso dizer como o Tchelo ficou feliz com o poder de decidir quem seria a vencedora. Nesse dia ele foi à forra.
AS GAROTAS COSTARIQUENHAS

Os costa-riquenhos fazem de tudo para que nos sintamos em casa. São os equatorianos da América Central em termos de buena gente!!! Ontem, completamos 23 mil quilômetros, 3 meses de Expedição e nove países percorridos. A comemoração foi em alto estilo: fomos a uma rave e, com amigos de todas as nações, estivemos em festa, mas festa para valer!!!!!!!

No dia seguinte, depois de nos recuperarmos, gravamos um especial para um programa de esportes outdoor que se chama R.P.M.. Foram mais de uma hora de tape que nos ocupou toda a tarde e parte da noite, mas foi muito maneiro.

A Expedição tem sido a maior experiência de nossa vida. Cada minuto é vivido com muita intensidade. São muitos lugares, paisagens e pessoas que marcarão nossas vidas para sempre. É toda uma história que está sendo traçada para toda uma vida. Eu e o Tchelo nos sentimos as pessoas mais felizes e realizadas do mundo e gostamos de compartilhar isso com vocês, quem sabe assim, não se encorajam a colocarem o pé na estrada.

Amanhã seguimos para a Nicarágua......Vruuuummmmmm!

A GLOBALIZAÇÃO E O JUDAÍSMO

"Os judeus não são apenas um povo, uma Terra, religião, cultura, filosofia ou diáspora, mas, antes de tudo, são uma Civilização" Essa visão de Modechay Kaplan é brilhante e atual nesse novo momento, onde o judaísmo está sendo absorvido por uma nova revolução de valores que é a globalização, exatamente como foi absorvido pela revolução francesa, o iluminismo e a revolução bolchevique nos últimos 200 anos.

No Conceito clássico do judaísmo moderno das “Eras das Revoluções” tinham as definições ideológicas, claras como ser sionista ou anti sionistas, bundistas (movimento político de operários judeus, surgido entre os anos de 1890 e 1930 na Europa), Trotskistas (doutrina marxista baseada no pensamento do político e revolucionário ucraniano Leon Trótski), liberais, de direita ou de esquerda.

Com a Globalização, o judaísmo pós-moderno nos deu a possibilidade de ser um pouco de tudo, somos um judaísmo individualizado, onde se legitima ser sionista na diáspora e de ser comunidade em Israel, de freqüentar o sinagogas ortodoxas no shabat, fazer o barmitzva com um rabino conservador, converter a esposa ou o marido, ou os filhos na sinagoga reformista, incentivar os filhos a participar de um movimento juvenil de esquerda apoiando ardente a política dos partidos de direita em Israel. Isso tudo, apesar da aparente incoerência, torna-se uma grande coerência neste judaísmo individualizado. Pertencer a tudo ao mesmo tempo e não ter compromisso com nada.

O judaísmo virou um grande Shopping Center neste novo século, onde o "cliente" (o Judeu), escolhe o judaísmo como se fosse um produto de mercado. Ser judeu no mundo global é algo pessoal, individual e não mais te exige a pertencer a um “clube ideológico”, ou vestir uma só camisa, ou ter uma só bandeira. O judeu no mundo global é um Judeu "camaleão", sendo legitimo ter várias identidades judaicas conforme o momento, a situação e o gosto pessoal.

Esse espaço aberto e sem fronteiras criado pela globalização levará a transformação do mundo judaico e do Estado de Israel, abrirá novos caminhos, permitirá criar novos marcos do Judaísmo, novas correntes, novas sinagogas, novos modelos de vida comunitária e sobretudo, criará uma nova visão de relações entre a comunidade e o Estado de israel.

Esse judaísmo pós-moderno já é parte de uma rede planetária, onde cada um pode manter uma relação virtual imediata com o mundo judaico, criando inclusive sua própia comunidade judaica virtual, que produz para si cultura, valores e conhecimento.

A revolução global levará o mundo judaico à procurar uma nova redefinição de suas identidades, será um novo reinventar do judaísmo, uma nova relação com Israel, já sentido fortemente nas novas manifestações e nas tendência de comportamento das comunidades.

Uma dessas tendências está na revisão da centralidade de Israel, o que, para muitos desses judeus, o movimento sionista cumpriu o seu papel na história e Israel se torna MAIS UM importante centro judaico no mundo e não mais O ÚNICO.

Para a esquerda judaica, Israel foi uma necessidade histórica do passado, que não conseguiu cumprir o seu papel moral e ético como a questão palestina, deixando à desejar ser para o mundo um “Or la Goim” - A Luz a humanidade.

Para a direita fundamentalista e ultra-nacionalista, o judaísmo e Israel são fruto de uma visão messiânica, são contrários a qualquer tendência de mudanças que possa ameaçar a visão messiânica, onde acreditam que para alcançar seus objetivos deverão usar todos os seus recursos e essa postura já teve sua prática no assassinato de Yzzak Rabin, e as ameaças que sofreu o ex. primeiro ministro Ariel Sharon.

Para os grupos Ortodoxo não sionista, o Estado Judeu foi um desastre com a sua experiência laica. Esses grupos usam o termo “Israel é o Lugar de Goim que falam Hebraico” essa mesma tendência nega Israel como um “Centro judaico Moderno”, Israel é para esses grupos, um Centro Espiritual Bíblico.

E finalmente, a postura mais popular nos dias de hoje, entre os grupos dos judeus das comunidades, é de um lado, um forte apoio a existência do Estado Judeu como um refúgio pessoal para a sua existência em caso de momentos difíceis, e do outro lado, se relacionam com Israel como uma antítese de sua própia missão criadora de garantir a existência e a segurança física para os judeus, considerando Israel o lugar mais inseguro no mundo para se viver como judeu, porém um bunker necessário.

A Globalização criou e continuará criando novas perspectivas e avanços para o mundo e a vida judaica, porém estará criando profundos abismos e paradoxos para a humanidade, sua tecnologia e economia global estará promovendo novos ricos, mas estará deixando um grande rastro de nova pobreza, marcado principalmente na classe média judaica, cada vez mais empobrecida e em conseqüência ocorre o surgimento de um novo êxodo judaico, não mas para Israel e sim para novos centros judaicos como Alemanha, Espanha, Panamá e Canada.

Nesta revolução Global, o Judaísmo estará tomando um novo rumo, terá uma nova cara e criará novas tendências e manifestações. Sem sentir, estamos vivendo um ato da história da humanidade, estamos no meio das barricadas da revolução global. Nas ruas, nas escolas, nas casas e em toda sociedade se soa um grito, um único grito regido por 3 mandamentos básicos: “Individualismo, competição e o consumismo”, sendo à sua bandeira não mais o Estado Nacional e sim, todo o planeta terra.

Como Judeus, neste planeta ainda desgovernado, não temos que temer à procura de novas respostas, devemos fazer novas perguntas, procurar novas soluções criativas, exatamente como fizeram nossos antepassados no início de nossa história.

Quais serão as novas tendências desse novo judaísmo? Como essa nova revolução irá influenciar o Perfil do Estado de Israel? Como estarão organizadas as comunidades judaicas num judaísmo sem fronteiras? Como manter a solidariedade judaica, o voluntarismo e a vida comunitária em um mundo, onde o seu significado não deixa de ser uma grande conquista individual? Como organizar e proteger essa civilização judaica num mundo que caminha para um grande conflito entre civilizações?

Acredito que a Globalização nos levará a um novo conceito, o da Civilização Mundial.
Nós judeus temos que saber como enfrentar esses grandes obstáculos neste próximo século, entre tantos e outros que já enfrentamentos, estará a necessidade de uma definição de um novo conceito, o da “Civilização Judaica”. Neste processo o filósofo e sociólogo judeu, Edgar Morin, nos dá uma pequena dica, numa definição brilhante de como chegar a essa civilização: “Para chegarmos à civilização mundial, seria preciso que fossem conquistados grandes progressos do espírito humano, não tanto de suas capacidades técnicas e matemáticas, não apenas no conhecimento das complexidades, mas em sua interioridade psíquica” .

EM QUE ACREDITAM OS JUDEUS SECULARES?

Por que é tão difícil colocar claramente em palavras, aquilo que acreditamos?

Talvez seja porque o Judaísmo, ou seja, a civilização e cultura datada de 3000 anos do povo Judeu, não tenha transformado em hábito, fazer propagar sua fé, como fez o Cristianismo, por exemplo.

Judeus seculares, isto é, judeus que se liberaram da obrigatoriedade da observância de práticas tradicionalistas, são judeus fiéis, tão quanto qualquer outro judeu, demonstrando sua crença pelo seu modo de viver através da educação que oferecem aos filhos, na medida em que celebram as datas nacionais e festivais próprios, na sua percepção de judaísmo enquanto manifestação cultural e não manifesto religioso.

Judeus seculares acreditam na humanidade, em homens e mulheres que construíram nossos valores morais e éticos.

Judeus seculares acreditam que a sua liberdade demanda lealdade aos valores do humanismo e que é segundo esses valores que cada ato, lei ou mandamento deva ser julgado e avaliado.

Hillel, Elder e Kant encapsularam o conceito em máximas famosas: "Não fazer ao próximo, aquilo que não desejas que te façam. Nenhum homem deve se reportar a outrem como um meio, senão como à um fim em si mesmo. Um princípio ético ou terá aplicação universal, ou será considerado antiético.

Todos os valores morais deverão concordar ou serem derivativos destas três asserções formuladas. Mandamentos e leis religiosas não são valores senão regras que deverão ser avaliadas, e então aceitas ou rejeitadas, conforme se sustentem ou fracassem ao teste dos valores humanistas. Foi nesta escala de prioridades que os Profetas Hebreus classificaram justiça social sobrepujando a impecabilidade de rituais, de sorte que Hillel poderia condensar todo o conteúdo da Torá nesta única percepção transcendente.

Judeus seculares humanistas, como todo ser humanista, acreditam que homens e mulheres não nasceram como tendo características humanas mas que, diferentemente, desenvolvem suas características de humanidade ao que estudam e absorvem esses valores humanistas que separam bondade de malevolência. O Deus do Gênesis, conta-se, estava decidido que aos homens não competeria tal conhecimento. Somente graças à bem sucedida rebelião de Eva ao comer o fruto da Arvore do Conhecimento do Bem e do Mal,foi que a humanidade adquiriu a noção humanitária dependente de moralidade, a semente da qual toda a cultura e civilização humana derivaram.

Este processo, em que homens e mulheres crescem em suas humanidades, invariavelmente acomete dentro de um contexto nacional do meio cultural em que vivem. De fato este é o único contexto possível dentre todas as outras culturas do mundo, a nacional. Humanidade, no entanto, será o resultado final do processo, tão somente se criarmos e educarmos as crianças contra o nacionalismo e o racismo. Crianças não podem se criar fora de uma cultura nacional, mas no entanto nada as impedem de conhecer e absorver mais de uma. Isto é o que distingue judeus israelenses dos judeus da diáspora.

Judeus da diáspora são geralmente educados na linguagem e cultura do país hospedeiro, assim o que assimilam do seu contexto judaico comunitário, se absorvem de fato, é um adjunto ou complemento. Judeus israelenses, em contraste, crescem com uma única cultura judaico-isareli e o idioma nacional judaico torna-se vernáculo para todas as atividades, sejam as cotidianas até as ciências e as artes.

Judaísmo é cultura pluralista e civilizatória de toda a Judeicidade, secular ou religiosa. Decorridos os 3 milênios de sua existência ela repetiu e se renovou, absorvendo empréstimos dos tantos outros vizinhos, conquistadores e anfitriões, de Sumérios, Canaanitas, Egípcios, Gregos, Romanos, Árabes, Europeus, Americanos e outros. Em torno do 1º milênio da Era Comum, as influências começaram a migrar no sentido oposto e a influência do judaísmo, mediada pelo Islamismo e o Cristianismo, hoje se manifestam em todos os povos ocidentais. Nos últimos 1000 anos os préstimos e influências entre as civilizações judaicas e não judaicas tem sido complexas e multi direcionais.

Por esta razão, Judeus seculares estão convencidos de que a educação no judaísmo deve abraçar um relacionamento com as outras civilizações e conformar a educação expandida para a cultura mundial das nações. Somente então os judeus atingirão os seus completo potencial de humanidade e de universalidade.

Nenhum dos objetivos do Judaísmo secular serão percebidos se seus membros não atuarem em “comunidades de cultura”, e de fato tais comunidades impulsionaram-se em círculos judaicos germânicos na Europa ocidental, em centros Yidish na Europa oriental e na América, nos kibutzim e centros comunitários em Israel, e mais recentemente desde 1960 em chavurot (grupos de encontros regulares para atividades sócio-culturais) e em comunidades seculares humanistas e em sinagogas na Europa ocidental e América do norte

Uma atividade sócio-cultural deste tipo enriquece as mentes de pessoas em todas as idades. Experiências de primeira mão com literatura e arte judaicas, com festivais nacionais e suas celebrações de transição de ciclos de vida, acrescentam dimensões renovadas com a espiritualidade e a sensação de estar conexo com uma tradição nacional inter gerações, de legitimidade, assim para os grupos judeus dispersos em torno de qualquer lugar do mundo.

11 de janeiro de 2012

Diário de Bordo - Equador 28/05/2000


Fechamos a América do Sul, a primeira parte do projeto, com chave de ouro. Todo o tempo em Guayaquil foi imensamente aproveitado, onde conseguimos destaques nos dois principais jornais, além de fazer matérias exclusivas para quatro canais de TV. Os dias voaram no Equador, foram duas semanas até finalmente embarcarmos o carro no porto marítimo. Visitamos algumas transportadoras à fim de conseguirmos patrocínio para o transporte, mas infelizmente a situação equatoriana não nos ajudou muito. Tratar com duro não é mole.


Com todos os trâmites resolvidos e a divulgação feita, regressamos a Montanita e fomos também a serra equatoriana, enquanto o carro viajava seus 5 dias pelo Pacífico. Em Montanita, acontecia a festa do pueblo, uma por ano, onde eles comemoram...ninguém soube nos dizer o quê, mas festa é festa. Foi o fim de semana inteiro entre comidas e bailes típicos na rua. Parecia uma festa junina, as pessoas com suas melhores roupas desfilavam e dançavam pelo pueblo e foi maravilhoso dividir esses momentos com eles. Apesar de toda a idolatria, essas experiências tem sido muito proveitosas.

FESTA DE RUA EM MONTANITA

Os moradores de Montanita são incríveis, pessoas simples, de bom coração e amam um bate papo. O lugar é bastante visitado por brasileiros e todos os locais tinham um bom vocabulário em português para grosserias - sabiam tudo!!!!!

Toda a costa equatoriana é linda, com pessoas amáveis e clima espetacular. Tudo é baratíssimo, nosso "chalé" era de frente para a praia e pagamos US$2.50 por pessoa pra ficarmos todo o fim de semana. Na verdade era uma pequena casinha de bambú muito aconchegante, mas o mais importante é que estava de frente para a praia.

E com este mesmo valor se come como rei. Existe uma variedade de comidas típicas, mas o ceviche misto é a mais impressionante. São vários tipos de peixe e frutos do mar levemente cozidos e curtido por horas no limão, uma delicia!!!!

Regressamos a Guayaquil com um casal, Ilka (Putz, achei que nunca mais ouviria este nome, ainda mais aqui). O marido de Ilka era Juan Francescoli, pessoas incríveis que só alegraram mais a viagem. Com um carro emprestado da Orgu (Ford), fomos conhecer a serra equatoriana, que é belíssima. Em poucas horas de Guayaquil se pode ver os imponentes montes com seus picos nevados. A estrada está um pouco destruída, mas a paisagem de verde, natureza e neve, é impressionante. O pessoal da serra nos lembrou muito os campesinos da Bolívia, usam suas roupas típicas, vivem do campo e são donos de um largo e simpático sorriso.

RIOBAMBA

Quanto mais você viaja pelo Equador, mais se apaixona. Conhecemos Riobamba, uma cidade pequena e acolhedora. De lá fomos ao Chimborazo, imponente monte que já fez suas vítimas aos que tentaram chegar ao seu cume. Primeiro visitamos o refúgio, que está a mais de 5.000m de altura e tem uma preciosa vista. Devido ao inverno tinha muita neve e passamos bons momentos nas alturas, curtindo o visual branco. Seguimos para Baños, uma cidade mais turística. De Baños, pode-se fazer passeios para a selva equatoriana. Existem várias agências de ecoturismo e pode se praticar rafting, passeios à cavalo e caminhadas. No fim do dia, fomos a um pueblo chamado Lasso, que esta próximo ao Cotopaxi, um vulcão com mais de 5.800m de altura. Infelizmente, o clima não nos permitiu vê-lo, muito menos fazer a escalada. Estava totalmente encoberto, além da chuva intensa. Foi uma pena perdemos este vulcão, mas o mais adrenalizante de todos os passeios, foi viajar no Trem Tombado de Riobamba. Pingente da Central do Brasil perde pros caras, mas tava na guerra tinha que fazer tudo, é gostoso a sensação de estar fazendo algo que você nunca faria se estivesse no Brasil.

TREM TOMBADO DE RIOBAMBA

Quando regressávamos a Guayaquil, fomos surpreendidos por uma corrida de ciclismo na principal via que liga toda a serra à maior cidade do Equador. Tivemos que esperar três horas para que a auto-pista fosse liberada. Isso em plena quinta-feira, às 11 da manhã, incrível!!!

No dia seguinte, tínhamos vôo às 9 da manhã para o Panamá e, no aeroporto, fomos informados que o avião só sairia às 18 horas. É o preço que se paga para as companhias que oferecem descontos e mais descontos. Isso nos atrasou por completo, mas, como em muitas outras situações, temos que ter paciência e saber usar o tempo. Assim, tivemos que desfrutar mais um pouco deste país tão incrível, que já deixava saudades mesmo antes de partirmos.

No próximo diário de bordo estaremos no Panamá e depois na Costa Rica.

10 de janeiro de 2012

Diário de Bordo - Bolívia 05/05/2000

CAROLA E TCHELO COM UMA PENETRA NA FOTO

Cheguei em La Paz na madrugada e me instalei em um hotel digno de um filme de Hitchcok, mais fedido e feio impossível. Na manhã seguinte fui à agência local da patrocinadora e fiquei no escritório trabalhando, enquanto a loja estava sendo preparada para a coletiva. Os repórteres foram chegando separados e falei do projeto umas cem vezes. À noite, os concessionários me levaram a um restaurante mexicano e depois saímos para bailar.

Para minha surpresa, às 2 da manhã o som para e a festa acaba. Fato estranho para uma capital latina, mas é assim e ponto. Em La Paz, as casas noturnas obedecem esta lei, que pena. Não me recordo se foi nesta cidade ou se foi em Cochabamba, que meu pai disse que quando aqui esteve, se enamorou de uma mulher que, mais tarde, viria a descobrir que era a namorada do traficante local e que tocou ele daqui. O velho era foda, cheio de histórias também. Bem, de qualquer form, eu fiquei atento a isto, e, como não quero envolvimentos amorosos, acredito que, por esse sufoco não passarei.

La Paz é como qualquer cidade grande, com prédios, comércio, trânsito caótico e muita gente por todos os lados. Mas é charmosa por ser cercada de montanhas rochosas e pela altitude. No dia seguinte, na parte da manhã, falei com dois jornalistas e consegui publicação sobre a expedição por todo o ano. Eles estarão nos acompanhando. O resultado da coletiva foi muito legal porque aparecemos nos principais noticiários e jornais locais.

Na parte da tarde, me encontrei com o Tchelo no aeroporto. Arrumamos o carro e não paramos de falar por um segundo. Fiquei até com falta de ar. Traçamos um cronograma de deslocamento juntos, respondemos nossos e-mails, mandamos fotos e disquetes para o Brasil, preparamos todo o carro e dormimos na própria oficina, cada um em uma Explorer. Que luxo!!

Visando ganhar tempo, saímos às 5 da manhã e, quando chegamos na fronteira, tivemos uma surpresa: toda sexta-feira rola uma feira na fronteira internacional, daquelas em que só se vê cabeças para todo lado, e por isso, só poderíamos cruzá-la às 18 horas. O resultado foi caminhar.

Percebemos que eles vendem de tudo: cabeça de ovelha, artigo para bruxaria, carnes expostas na mesa para todo os gostos, folhas de coca, lagartos, enfim, tudo sendo comercializado no grito e em dialeto local. Nos sentimos dois ETs.

À tarde resolvemos fazer nosso miojo, Argh! E enquanto cozinhávamos, foram aparecendo curiosos de todas as partes para olhar, perguntar se o fogãozinho de camping era a gás, se podiam comer, de onde éramos, etc. Sem exagero, o carro ficou cercado por mais de 30 campesinos.

A principio ficamos assustados, mas depois compreendemos a inocência deste povo andino que é muito isolado do mundo. Só quando acabamos de comer é que eles foram saindo um a um, desejando boa sorte.

Os trâmites na Bolívia sempre são complicados. Os policiais fronteiristas pedem dinheiro para tudo. Nós dizíamos que já havíamos passado outras vezes por lá, que o valor estava errado e que não íamos pagar, nisso o preço já reduzia pela metade e assim fomos seguindo viagem para o Peru.

No Peru, os trâmites foram tranqüilos e não pagamos um centavo. Conhecemos um casal de peruanos, Manoel e Roberto que nos falavam das belezas de seu país. Por que as pessoas não respeitam o direito dos homossexuais? Se cada um cuidasse da própria vida o mundo seria muito melhor, mais tolerante, mais cool.

Às 19 horas já estávamos em estradas peruanas. Nossa idéia era ir direto a Cuzco, mas às 2:30h da manhã os corpos não resistiram e dormimos no carro mesmo, em frente a um posto rodoviário. Depois de três horas seguimos em frente e às 7:30h da manhã já estávamos em Cuzco. Caminhamos pela cidade em busca de hotel, informações das ruínas e Macchu Picchu. Ficamos em um hotel um pouco afastado, mas seguro. Dizem que Cuzco é uma cidade perigosa, não presenciamos nada, mas é bom não facilitar.

O dono do hotel em que ficamos se chamava Wilber. Ele tem 23 anos e é aquele tipo ninfomaníaco, só fala de mulher, cheio de historinhas, mas é um cara engraçado e bacana que nos ajudou muito em relação ao turismo no Peru. Tchelo adorou a possibilidade de Wilber lhe arranjar alguma boliviana, mas os dois ficaram no zero a zero.

Nós enriquecemos o vocabulário dele com várias palavras em português e às 4 horas da manhã, levantamos para pegarmos o trem para Macchu Picchu. Com muita dor no coração abortamos o caminho Inca devido à falta de tempo. Infelizmente não dá para se fazer tudo e algumas coisas vão se perder no meio do caminho.

De trem e ônibus, em quatro horas e meia se chega às ruínas de Macchu Picchu, que realmente são imperdíveis para quem gosta de meditar um pouco. É uma cidade de pedra nas alturas.

É sempre bom refletirmos sobre o motivo de civilizações tão avançadas para sua época, terem simplesmente se extinguido. Curtimos o silêncio do lugar e toda a sua paisagem, fotografamos e filmamos toda esta maravilha.

Nas ruínas, conhecemos um alemão, Yurgüen, que está fazendo o mesmo caminho que a nossa Expedição. Trocamos informações e voltamos para Cuzco conversando sobre as diferentes culturas, pessoas e países. Em Cuzco compramos umas blusas de lã, preparamos nosso carro e seguimos para Arequipa, praticamente voltando para o sul do Peru.

Arequipa

Em Arequipa rolava um boato de terrorismo em Ayacucho e, como gastaríamos o mesmo tempo, resolvemos fazer toda a costa do país. Foi legal dirigir pela costa. A estrada está ótima, mas o visual não podia ser mais desértico.

Paramos em Paracas, conhecemos toda a Península, que tem uma paisagem de água azul e deserto árido com pedras, muito interessante para quem mora em um país tropical.

Paracas

Seguimos para Nazca e conferimos o trabalho dos Incas, figuras feitas no chão do deserto, gigantes e impressionantes. Tiramos algumas fotos e paramos em San Bartolo, uma cidadezinha à beira mar, super simpática.

Surfamos no final da tarde, o que foi maravilhoso para quem só estava vendo deserto por alguns dias.

Eu, surfando as olas peruanas

À noite provamos o ceviche, comida típica feita com peixe quase cru, abóbora e muita pimenta, super saborosa.

Na manhã seguinte fomos para Lima, onde eles estão prestes a lançar um carro como o nosso, uma diesel 4x4. Chegamos em boa hora. Enquanto explicávamos o projeto e o que faríamos, eles prepararam tudo para a coletiva. No fim da tarde, com a concessionária cheia, falamos por uma hora e depois fomos atendendo todos os que tinham uma pergunta para fazer.

Daqui vamos para o Equador.