KITO MELLOA Costa Rica realmente é um sonho. A natureza se expressa de maneira grandiosa. Foram muitos quilômetros de vegetação cerrada, formando túneis naturais, vulcões e muito, muito sol, dando mais brilho a todas as paisagens. Realmente tamanho não é documento. Territorialmente o país é pequeno, mas possui tudo que uma pessoa pode imaginar. As praias, tanto do lado do Pacífico, como do Atlântico, são um show de beleza, apesar de cada uma ter sua peculiaridade.
Após nossa estadia em San José, passamos por Manuel Antônio, Jacó, Playa Hermosa e Tamarindo, que serviu de base para conhecermos outras praias. Em Tamarindo reencontramos uma amiga, Andréia, brasileira que está morando por lá. Fomos a Playa Negra juntos e passamos bons momentos surfando e conversando sobre o Brasil, Costa Rica, pessoas; etc.
Os costa-riquenhos, além de serem muito parecidos com os brasileiros, logo, buena gente, tem uma expressão que já diz tudo: PURA VIDA!!!!. E aqui realmente é a PURA VIDA!!! A rotininha era acordar cedo, esperar na praia até a maré encher, surfar, descansar e surfar. À noite preparar uma comida e dar uma volta pela cidade.
ANDRÉIAA Costa Rica é um lugar para se passar meses e não enjoar. Só um louco enjoaria daqui. Ainda nos faltou boa parte que será vista na volta. Só de escrever já me dá saudades daqueles fins de tarde, de ver o sol se pondo, formando aquele céu azul alaranjado e ir escurecendo devagar.
A noite apresenta as mais lindas estrelas e é impossível não perder horas olhando essa beleza natural. Infelizmente tudo que é bom dura pouco. Coincidentemente a Andréia estava retornando para o Brasil e o Tchelo, por estar super envolvido em um outro projeto, aproveitou a carona. Fico imaginando suas investidas para cima da Andréia. Sei lá, de repente rola alguma coisa. Ele merece. É um lutador...kkkkk.
Vou ficar sozinho novamente. Acho que essa, será sempre a minha condição.
Partimos de Tamarindo para San José, para a terrinha maravilhosa. A presença do Tchelo nesta etapa da Expedição foi alucinante. Foram muitos dias de esporte, trabalho e diversão de uma maneira muito sadia e divertida. Tivemos um sincronismo muito legal e importante. Não é muito fácil ter um convívio de 24 horas com uma pessoa, dirigir dias inteiros, conversar por horas, dividir a mesma comida e o mesmo quarto sem acontecer algum atrito, mas o entrosamento foi muito produtivo. Valeu irmão! Que esta sua nova fase seja marcada de muito sucesso!!!!! Tudo bem, eu deixo você ficar com minha "amiga", afinal, eu quero mesmo ficar sozinho, minha cabeça não comporta novos relacionamentos, só penso nas crianças e não quero me envolver com ninguém. Se deu bem nessa né? Ganhou a megasena sozinho, ela é uma gata.
TCHELO SAPADONI

Depois que eles se foram, no mesmo dia, segui para o Norte comendo o asfalto. Em duas horas estava na fronteira da Nicarágua e dá-lhe trâmites. Foi o pior país em termos de burocracia da América Central. Cheguei em horário de almoço e passei em nada menos do que 12 guichês para finalmente estar tudo pronto e entrar neste país tão desconhecido.
Tive um pouco de medo no princípio, saberia que daqui para frente seria por minha conta. Aproveitava os momentos de tranqüilidade, que não eram muitos, por causa das coletivas e dos esportes radicais que ia praticando com as equipes previamente contactadas.
Nesse período de isolamento, escrevi algumas idéias que me vinham à cabeça e guardava tudo em uma pasta para quem sabe, um dia, virar um livro. O retorno que recebo por e-mails das pessoas que estão acompanhando a expedição pela internet, me sinalizam que escritor pode ser a minha nova profissão. Já começo a ansiar pelo dia em que possa publicar meu livro. Será um romance policial e, sem dúvida alguma, vou colocar a experiência da expedição a favor do meu protagonista.
Estou muito surpreso com a Nicarágua. Primeiro fui a San Juan del Sur, que tem excelentes praias e muita gente legal.
O GRANDE LAGO QUE MARGEIA A ESTRADA

De lá fui visitar a patrocinadora em Manágua, e por toda a estrada, que está excelente por sinal, se acompanha o maior lago da Nicarágua, um lago verde, imenso. Não tive tempo de explorar muito esse lago, mas anotei importantes pontos, porque na volta será lugar de parada obrigatória.
A parada na patrocinadora foi super produtiva. O pessoal, além de muito simpático, me esperava com dois jornalistas. Minha língua não parava de se mexer com as minhas tagarelices. Os caras tiveram que dizer chega. Fizemos umas fotos, simulamos uma partida e fim.
Fiquei em uma casa de família e descobri que os nicaragüenses são pessoas super simples e amam uma conversa. Todos são fissurados nas novelas brasileiras - atualmente estão passando três - não me deixavam em paz perguntando quem tinha explodido o maldito shopping na novela Torre de Babel. E eu, como um péssimo noveleiro, não sabia. Dizia sempre que era o Tony Ramos, e eles ficavam impressionados. Tomara que o Tony tenha trabalhado nesta novela e tomara também que não descubram que eu estava errado.
Quem sabe não viro um escritor de novelas para poder falar melhor desse assunto com eles. Aliás, futebol e novela ganham todo mundo em qualquer lugar. A mulherada queria saber na vida real quem era casado com quem e por pouco não comecei a mentir minha nacionalidade.
LAS CHICAS VICTÓRIA
À noite fui a um bar regional (botecos ou como eles chamam: La Bodeguita), onde tocam Marimba e cantam ao vivo. Os bares são visitados pelas Chicas Victorias, que são garotas que distribuem a melhor cerveja e a mais vendida e consumida nos bares nicaraguenses. Foi muito legal ver esta gente super alegre vivendo momentos de paz, depois de anos sofridos por uma guerrilha interna. Muita gente tem histórias de perdas familiares e sofrimento.
Felizmente isto são águas passadas e a reação deles foi incrível. O novo centro é super bonito e moderno, o comércio e turismo estão em crescimento e os nicaraguenses têm orgulho deste novo país.
Hoje são 4 de junho, tô meio sem noção do tempo e tenho que partir. Não me resta mais tempo nesta terra tão maravilhosa, mas prometo explorá-la como se deve no retorno da Expedição ao Brasil. Costa Rica, Nicarágua e toda a América Central, me aguardem que dentro de alguns meses já estarei de volta para me alimentar do seu maravilhoso sol e de suas bonitas paisagens. O Alasca me chama, e se perder o verão de lá, não entro mais ou não saio mais, são pelo menos 40 graus negativos. Até breve!!!!!!!!
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