12 de janeiro de 2012

Diário de Bordo - Panamá e Costa Rica 30/05/2000


Chegamos ao Panamá à meia noite, exaustos devido ao atraso da companhia aérea. Começamos a procurar hotel, se assim se pode chamar, com um taxista que era um personagem, o tipo mais engraçado e animado que a Expedição já cruzou.

Andamos de um lado para o outro e acabamos parando nas pensões do centro velho, um local arquitetonicamente muito interessante, mas bastante perigoso.
CENTRO DA CIDADE DO PANAMÁ

No dia seguinte fomos ao escritório da patrocinadora, no Panamá, e começamos a corrida para o desembaraço do carro. Foi papel de um lado para o outro e muitas idas e vindas ao porto. Só após três dias com a importante ajuda de Adrian (assessor do escritório da patrocinadora), conseguimos liberar o carro do porto. Maior sufoco!!!!

As pessoas no porto do Panamá trabalham com uma má vontade indescritível e ninguém quer se responsabilizar por nada. Nós íamos de uma lado para o outro, debaixo de uma temperatura de 38 graus e só depois de camelar muito foi que conseguimos a liberação.

Ufa!!!!!

Foi uma sensação linda, ter nossas pernas de novo e, após uma rápida entrevista para uma emissora de TV, partimos para conhecer um pouco mais do Panamá. O novo centro do Panamá é super bonito, moderno, altos edifícios e tudo muito bem arborizado.

Conhecemos o canal do Panamá e toda a sua história. Já morreram mais de 22 mil pessoas na sua construção, devido às pragas da época. No ano passado, o canal passou a ser do Panamá e aconteceu uma tremenda festa, mas a data ainda é um mistério para todos. Devido ao canal, é muito comum a forte presença de norte-americanos. A moeda local é o dólar. A balboa, moeda panamenha, só existe em moeda (coin) e não em papel. O preço de tudo comparado aos outros países que passamos é bastante superior, tudo caríssimo. Lembro bem do “cônsul” panamenho em seu escritório na Figueiredo Magalhães - Copacabana (RJ). Dizia ele que não teríamos o menor problema aqui e que tudo fluiria bem. Kkkkkkkkkkk!
CANAL DO PANAMÁ

Nós achamos a cidade um pouco americanizada demais. Até o esporte preferido dos panamenhos é o beisebol, mas desfrutamos muito todos os lugares por onde passamos.

Tivemos o prazer de conhecer El Palmar, uma bonita praia com um verde abundante e um mar de águas transparentes. O clima panamenho é muito acolhedor, o inverno deles é o nosso verão. Na praia conhecemos muita gente e passamos um fim de semana super agradável, aprendendo um pouco mais sobre suas culturas. Mas já era hora de seguirmos direto à Costa Rica, devido a um atraso de cronograma. O interessante é que daqui a alguns meses, no regresso ao Brasil, a Expedição estará de novo por estas terras e espero passar por toda a América Central com mais calma.

Seguimos estrada até um povoado que se chama David e serve apenas para dormir. No outro dia cruzamos, pela manhã, bem cedinho, a fronteira Panamá-Costa Rica. Para nossa surpresa foi tudo muito tranqüilo se comparado às outras fronteiras que passamos. A organização e os trâmites do lado costa-riquenho foram rápidos e em meia hora já estávamos neste território maravilhoso. E o amanhecer? Putz, nunca vi nada igual.
O AMANHECER NA COSTA RICA

Foi o máximo pisar na Costa Rica. É um país que tínhamos muito interesse em conhecer. Do pouco que vimos, a natureza impera, as estradas, ao contrário do que nos diziam, estão ótimas e as pessoas são uns amores.

Nos instalamos em um lugar onde a proprietária trabalhou no consulado brasileiro, conhece muito da nossa cultura e nos preparou excelentes caipirinhas. Como eu não bebo toda hora, ou quase nunca, o Tchelo ficava ainda mais alegre. Fomos convidados para participarmos de uma escolha da garota verão 2000, e nem preciso dizer como o Tchelo ficou feliz com o poder de decidir quem seria a vencedora. Nesse dia ele foi à forra.
AS GAROTAS COSTARIQUENHAS

Os costa-riquenhos fazem de tudo para que nos sintamos em casa. São os equatorianos da América Central em termos de buena gente!!! Ontem, completamos 23 mil quilômetros, 3 meses de Expedição e nove países percorridos. A comemoração foi em alto estilo: fomos a uma rave e, com amigos de todas as nações, estivemos em festa, mas festa para valer!!!!!!!

No dia seguinte, depois de nos recuperarmos, gravamos um especial para um programa de esportes outdoor que se chama R.P.M.. Foram mais de uma hora de tape que nos ocupou toda a tarde e parte da noite, mas foi muito maneiro.

A Expedição tem sido a maior experiência de nossa vida. Cada minuto é vivido com muita intensidade. São muitos lugares, paisagens e pessoas que marcarão nossas vidas para sempre. É toda uma história que está sendo traçada para toda uma vida. Eu e o Tchelo nos sentimos as pessoas mais felizes e realizadas do mundo e gostamos de compartilhar isso com vocês, quem sabe assim, não se encorajam a colocarem o pé na estrada.

Amanhã seguimos para a Nicarágua......Vruuuummmmmm!

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